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Associação Nacional dos Fabricantes de Autopeças tem como a missão incentivar o debate sobre a atuação das montadoras frente ao mercado de reposição gerando conhecimento e envolvimento de todos do segmento para a criação de propostas referencial nacional e internacional, tanto para os fabricantes como os distribuidores do mercado de reposição.
 
Com autopeças independentes, custo da franquia de seguros automotivos pode cauir, afirma a ANFAPE

Ao se envolver em um acidente de trânsito, mesmo que pequeno, além do aborrecimento com o acontecido, o motorista já imagina o rombo no orçamento doméstico que os reparos vão lhe causar, sem contar todo o trabalho para ter seu veículo arrumado. Tudo seria resolvido rapidamente se o motorista precavido acionasse o seguro do seu carro, não fosse pelo valor da franquia, muitas vezes superior ao montante pago às oficinas particulares.

            Geralmente, um grande número de pessoas opta por assinar um contrato com seguradoras pensando não só na possibilidade de não perder dinheiro caso seu veículo seja furtado, mas também para evitar prejuízos com pequenos acidentes no trânsito. Infelizmente, na hora de utilizar o serviço contratado, muitos preferem minimizar essas perdas, resolvendo todos os impasses sozinhos. “Providenciar o próprio reparo do automóvel muitas vezes sai mais barato do que apelar para a seguradora e pagar a franquia”, enfatiza Roberto Monteiro, diretor-executivo da ANFAPE – Associação Nacional dos Fabricantes de Autopeças.

            Mas por que o valor cobrado por essas seguradoras é, muitas vezes, mais alto do que se paga para reparar o veículo em oficinas particulares? Um recente levantamento feito pela ANFAPE mostra o que há muito tempo é do conhecimento da maioria: as autopeças originais são sensivelmente mais caras do que as alternativas oferecidas pelo mercado independente de reposição. O que muitos não têm conhecimento é que, se a seguradora optasse pela manutenção dos veículos utilizando essas peças fabricadas pelo mercado independente, tanto o valor do prêmio cobrado pelas seguradoras poderia ser até 30% menor, como o valor da franquia poderia sofrer o mesmo desconto na mesma proporção.

            O cálculo do valor do seguro de um carro leva em conta inúmeros fatores já conhecidos como, por exemplo, o perfil do condutor, o endereço de sua residência, o valor de mercado, a data da primeira habilitação e a idade do veículo. Mas há entre esses fatores outros inerentes ao proprietário do automóvel, como o preço das autopeças de reposição utilizadas no reparo do veículo. A franquia, que nada mais é do que a participação do segurado nos prejuízos tidos como parciais, é resultante de um estudo estatístico que leva em conta a marca, o modelo e o ano do veículo, considerando ainda custos de mão de obra e peças de reposição.

            Se compararmos o valor das peças que mais precisam de reparo numa colisão, veremos que a diferença entre os preços das concessionárias e a dos praticados pelos varejistas que comercializam peças do mercado independente poderia ser utilizada em favor do segurado repassando a economia gerada pela utilização de peças similares às originais no preço do seguro e no valor da franquia. Essa diferença é que possibilita aos consumidores, a exemplo dos remédios, procurar cada vez mais por peças genéricas e dificilmente optar pelas peças originais nos balcões das concessionárias.

            O fato é que não basta apenas as seguradoras concordarem com o uso das peças produzidas pelo mercado independente. Teria de haver uma mudança que desobrigasse as seguradoras a utilizar somente autopeças originais no reparo dos veículos segurados. Caso houvesse a mudança, o assegurado, quando da contratação do seguro, teria o direito de escolher entre as originais e as fabricadas pelo mercado independente, diminuindo assim o custo de seguro e o preço da franquia.  

            No próprio Código de Defesa do Consumidor há essa possibilidade ao citar, no artigo 21, que “no fornecimento de serviços que tenham por objetivo a reparação de qualquer produto, considerar-se-á implícita a obrigação do fornecedor de empregar componentes de reposição originais adequados e novos, ou que mantenham as especificações técnicas do fabricante, salvo, quanto a estes últimos, autorização em contrário do consumidor”.

            Não bastasse não ter essa escolha na hora de contratar um seguro de veículos, há ainda uma tentativa de monopolização do mercado de autopeças pelas montadoras, que estão utilizando o registro de desenho industrial das peças de seus veículos para impedir que os fabricantes independentes produzam e comercializem essas peças.

            “Caso isso venha acontecer, e os independentes sejam impedidos de abastecer os mais de 35 mil varejistas espalhados por todo o Brasil, inevitavelmente teremos que pagar por preços estipulados pelas montadoras, o que por sua vez acarretará fatalmente o estímulo aos roubos e furtos, com a elevação dos valores praticados pelas seguradoras”, finaliza Monteiro. Um passo para trás no que diz respeito ao livre arbítrio e à liberdade de escolha.

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