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Associação Nacional dos Fabricantes de Autopeças tem como a missão incentivar o debate sobre a atuação das montadoras frente ao mercado de reposição gerando conhecimento e envolvimento de todos do segmento para a criação de propostas referencial nacional e internacional, tanto para os fabricantes como os distribuidores do mercado de reposição.
 
CONSUMIDORES COMPRAM CARROS E NÃO CONSEGUEM ARCAR COM OS ALTOS CUSTOS DA MANUTENÇÃO

         Com as constantes investidas em marketing, além do aumento do poder de compra das classes B e C e do crédito oferecido pelas instituições financeiras, as montadoras ganham cada vez mais clientes novos. São consumidores que atraídos pelas boas condições de pagamento encontram a chance de trocar o automóvel ou até mesmo realizar o sonho do primeiro carro.

         Ainda mais quando esses “atrativos” estão vinculados a modelos modernos e completos, acabam adquirindo um bem valioso e a sensação de realização é maior.

         Acontece que muitas pessoas esquecem o pós-compra. Isto é, aquele momento em que se faz necessário realizar a manutenção do veículo ou sua reparação em caso de colisão. Nessa hora, podem perceber que apesar de terem condições de efetuar uma compra valorosa não estão preparados para arcar com os custos do tempo de uso do automóvel.

         “Os consumidores se deparam com valores exorbitantes, praticados pelas montadoras, quando precisam realizar a manutenção. Na troca das peças muitas vezes se veem reféns de preços abusivos praticados nas concessionárias”, diz Roberto Monteiro, diretor executivo da Anfape – Associação Nacional dos Fabricantes de Autopeças.

         O executivo destaca que a atuação das independentes ajuda a equilibrar o mercado e oferece opções de compras viáveis aos consumidores, mas a Fiat, Ford e Volkswagen pretendem acabar com essas empresas e buscam o monopólio do setor.

         “Se conquistarem o domínio do mercado como querem, os consumidores ficarão reféns dessas montadoras, que poderão praticar os valores que acharem convenientes, pois não haverá concorrência. Certamente os brasileiros sentirão o grande abuso no orçamento sofrido na hora de consertar o carro”, explica Monteiro.

         Marcio Codogno, diretor comercial da Cofran Lanternas e Retrovisores, ressalta que no mercado independente há produção de peças para carros novos como o Logan, Clio, Gol e Punto, mas o país ainda se encontra bem atrás do mercado internacional, onde a comercialização de peças similares acontece livremente e está disponível para todas as classes.

         “As fabricantes independentes oferecem peças com qualidade a valores justos. Mesmo assim, não há produção suficiente que cubra a venda acelerada de carros novos. Isso acontece porque algumas montadoras ainda não entendem a importância da livre concorrência no mercado e a preservação do direito de escolha dos consumidores”, afirma Codogno.

         Cabe aos consumidores a realização da compra consciente do automóvel. Isto é, na hora de escolher o modelo mais adequado é preciso levar em consideração todo o tempo de vida do carro.

“O que acontece hoje é que muita gente tem acesso ao veículo, mas não consegue mantê-lo. Se as fabricantes independentes pudessem atuar de forma mais significativa no mercado de carros novos o cenário seria diferente e quem sairia ganhando, certamente, são os consumidores”, completa Codogno.

 

         Sobre a Anfape – www.anfape.org.br

A Anfape – Associação Nacional dos Fabricantes de Autopeças surgiu com o intuito de representar e fortalecer o setor de reposição independente de autopeças no Brasil. Desde a sua constituição, em 2007. A entidade tem buscado reverter às ações de algumas grandes montadoras de automóveis que se valem do expediente de registrar os componentes visuais de seus veículos (capôs, para-lamas, para-choques, faróis, retrovisores etc.) como desenhos industriais com o propósito de inibir a atuação dos independentes no segmento de reposição, o que se dá por meio da proibição da produção e da comercialização das peças.

No início de 2007, a Anfape formulou uma representação junto ao Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência – CADE denunciando a conduta das montadoras FIAT, FORD e Volkswagen. Tal iniciativa teve como objetivo assegurar às empresas do mercado independente de autopeças o direito de produzirem e comercializarem itens visuais dos veículos. A Associação considera que as montadoras utilizam seus registros de desenhos industriais de peças automotivas de forma abusiva, o que configura conduta contrária à ordem econômica brasileira.


 

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