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Associação Nacional dos Fabricantes de Autopeças tem como a missão incentivar o debate sobre a atuação das montadoras frente ao mercado de reposição gerando conhecimento e envolvimento de todos do segmento para a criação de propostas referencial nacional e internacional, tanto para os fabricantes como os distribuidores do mercado de reposição.
 
FIAT TAMBÉM AFIRMA QUE NÃO FALTAM PEÇAS NO MERCADO

 Assim como a Volks e a Ford, a montadora descarta o desabastecimento

        

         Agora foi a vez da FIAT demonstrar descaso com a situação que afeta os consumidores. Presente na última sessão da CPI (ocorrida na terça-feira, 25.06), que investiga a possível cartelização no setor de autopeças, a montadora afirmou que consegue atender o mercado, o que vai totalmente ao desencontro da situação alarmante enfrentada em todo o país.

         O representante legal da FIAT, José Eduardo Moreira, descartou ainda a participação da empresa em esquema de cartelização e, quando questionado sobre a diferença de preço entre uma peça oferecida pela rede de concessionárias e o mercado independente, disse não dispor de dados sobre os itens que compõem os valores. 

         Mesmo após exibição de reportagem feita pela TV Bandeirantes sobre a falta de peças nas oficinas, Moreira continuou afirmando que a montadora consegue atender em apenas um dia a demanda de peças e que se tratou de uma falta pontual, para ele “pode haver um caso aqui ou acolá”.

         A montadora apresentou o mesmo posicionamento da Volkswagen e da Ford (presentes na sessão anterior, ocorrida em 18.06). Na ocasião, as empresas negaram qualquer relação entre a falta de peças de seus veículos e as ações e notificações ingressadas por elas contra fabricantes independentes; aliás, ao contrário do que a mídia há tempos vem revelando, sequer admitiram existir falta de peça no mercado.

         Tanto a FIAT quanto a Volks e a Ford brigam pela extinção das empresas independentes e são contra à existência de peças similares (mesmo que o consumidor seja informado de se tratar de uma peça similar e não original). Consequentemente, buscam o domínio do setor. Caso consigam exercer esse monopólio os consumidores sofrerão ainda mais com o desabastecimento, pois se não fosse a atuação das independentes a situação seria ainda pior.

 

A americana GM, pelo contrário, demonstrou ser a favor do livre mercado de peças de reposição no país e explicou que sequer registra isoladamente cada uma destas peças, ressaltando estar mais preocupada com a qualidade dos componentes originais e na competência de sua rede autorizada.

Presidindo a CPI está o deputado Fernando Capez, que destaca a integridade das fabricantes independentes. “Queremos combater a cartelização. As fabricantes de autopeças que movimentam um mercado de R$ 51 bilhões, recolhem impostos, têm seus funcionários, são empresas lícitas e corretas, também tem o direito de vender peças para os carros”, ressalta Capez.

         Sobre a Anfape – www.anfape.org.br

A Anfape – Associação Nacional dos Fabricantes de Autopeças surgiu com o intuito de representar e fortalecer o setor de reposição independente de autopeças no Brasil. Desde a sua constituição, em 2007. A entidade tem buscado reverter às ações de algumas grandes montadoras de automóveis que se valem do expediente de registrar os componentes visuais de seus veículos (capôs, para-lamas, para-choques, faróis, retrovisores etc.) como desenhos industriais com o propósito de inibir a atuação dos independentes no segmento de reposição, o que se dá por meio da proibição da produção e da comercialização das peças.

No início de 2007, a Anfape formulou uma representação junto ao Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência – CADE denunciando a conduta das montadoras FIAT, FORD e Volkswagen. Tal iniciativa teve como objetivo assegurar às empresas do mercado independente de autopeças o direito de produzirem e comercializarem itens visuais dos veículos. A Associação considera que as montadoras utilizam seus registros de desenhos industriais de peças automotivas de forma abusiva, o que configura conduta contrária à ordem econômica brasileira.

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