A taxação de aço nos Estados Unidos passou de 25% para 50% e entrou em vigor em 4 de junho de 2025. Esta medida afeta as exportações brasileiras, que são um dos principais fornecedores de aço para os EUA. A nova tarifa tem sido criticada por especialistas e pode ter um impacto significativo no setor siderúrgico brasileiro.
Na entrevista que concedeu à TV chinesa CGTN America, o presidente da ANFAPE, Renato Fonseca, acredita que haverá um excedente global na produção e todos os tipos de entrada de aço que eram absorvidos pelos EUA agora seguirão para outros mercados.

Para entender o contexto, a taxação de 25% sobre as importações de aço e alumínio impacta a produção desses setores no Brasil.Os EUA são o maior comprador do aço brasileiro. Segundo dados do Instituto Aço Brasil, em 2022, compraram 49% do total do aço exportado pelo país. Em 2024, apenas o Canadá superou o Brasil na venda de aço aos Estados Unidos.
No caso do alumínio, a dependência dos EUA é menor. O país foi o destino de 15% das exportações de alumínio do Brasil em 2023. O principal comprador do alumínio brasileiro é o Canadá, que absorveu 28% das exportações desse produto naquele ano. Os dados são da Associação Brasileira do Alumínio (Abal).
Assista a entrevista na íntegra no vídeo abaixo.
